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Inauguração da Sede do Núcleo da Liga dos Combatentes da Vila de Ribeirão


18FEV2012 - O Núcleo da Liga dos Combatentes da Vila de Ribeirão, inaugurou a sua sede, contigua ao recinto da Capela de Santa Ana, em instalações cedidas pela Junta de Freguesia. Trata-se de um pequeno edifício com dois pisos que sofreu obras de reabilitação e adaptação de molde a torná-lo funcional e adequado aos objectivos pretendidos.


A cerimónia de inauguração decorreu com brio e dignidade, contando com a presença de ilustres convidados, dos quais destacamos o Vice-Presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Dr. Paulo Cunha, que acumula com as funções de vereador do pelouro da Cultura; dos vereadores da Educação e Património, respectivamente, Dr. Leonel Rocha e Dr. Ricardo Mendes, de Monsenhor Manuel Joaquim, do Presidente da Junta de Freguesia, Sr. Adelino Oliveira; do Comandante dos Bombeiros de Famalicão; do Tenente – coronel Oliveira Martins, em representação do Núcleo de Braga da Liga dos Combatentes; do Coronel José Belchior, Presidente do Núcleo do Porto da Liga dos Combatentes e do Presidente e Vogal da Direcção Central da Liga dos Combatentes, respectivamente, General Chito Rodrigues e Arqt.º. Eduardo Varandas. Verificou-se também, a presença de muito povo anónimo constituído, maioritariamente, por combatentes e seus familiares, bem como de algumas associações de combatentes, como foi o caso da Associação de Combatentes de Vila do Conde.

O inicio das cerimónias contou com o acompanhamento do Corpo de Escuteiros da Vila de Ribeirão, que prestaram as honras protocolares à entidade convidada, posto que se procedeu ao hastear das bandeiras e ao descerramento de uma lápide alusiva ao evento. Posteriormente, procedeu-se à bênção das instalações, pelo Monsenhor Manuel Joaquim, sendo que, de seguida, teve lugar uma visita às mesmas instalações. Refira-se que no interior da sede do Núcleo se encontra em exposição uma maquete, representando um conjunto escultórico daquilo que será o futuro Monumento de Homenagem aos Combatentes do Ultramar e à Mãe do Combatente.

O momento alto aconteceu com as intervenções das várias individualidades convidadas para o efeito. Começou por usar da palavra o Presidente do Núcleo anfitrião, Sr. Ferreira dos Santos, que destacou a importância da existência das novas condições para desenvolvimento da actividade do Núcleo e agradeceu todo o apoio recebido, designadamente, da junta de freguesia local e da autarquia famalicense.

O Presidente da Junta de Freguesia congratulou-se com o facto do Núcleo, ao dispor destas instalações, poder prestar um serviço relevante à população combatente, mostrando-se disponível para continuar a colaborar com o Núcleo num espírito aberto e construtivo. Monsenhor Manuel Joaquim, frisando que apesar de não participar directamente na guerra, viveu-a com alguma angústia por ter tido colegas seus que nela pereceram tragicamente. Contudo, apesar de reconhecer os malefícios da guerra, preferiu abordar a presença dos militares portugueses nos conflitos africanos, numa perspectiva social, educacional e sanitária, relevando o quanto de positivo foi desenvolvido, junto das populações, nessa matéria.

O Vice – Presidente da CMF, estabeleceu um paralelismo entre a situação vivida, por milhares de portugueses, durante um período da nossa história, iniciado há cinquenta anos, e a situação actual, chamando a atenção dos jovens de hoje, para o exemplo de coragem e sacrifício dos nossos compatriotas que, em tempos, defenderam os interesses do País, com o sacrifício da própria vida. As intervenções foram encerradas pelo Presidente da Direcção Central que, num longo improviso, dissertou sobre o historial da Instituição Liga dos Combatentes, realçando os valores que a norteiam e os objectivos que prossegue como Instituição nacional de Combatentes, transversal a toda a sociedade portuguesa. A dado passo da sua intervenção recordou o contexto em que os portugueses foram chamados a participar na Guerra do Ultramar, como imperativo nacional de defesa das fronteiras territoriais, definidas pelo poder político de então, e que iam do Minho a Timor. Terminou a sua alocução lançando um apelo aos ribeirenses, no sentido de se inscreverem como associados do Núcleo da Liga dos Combatentes, para o tornar mais forte e com uma base social de apoio sólida para enfrentar os desafios que tem pela frente, na defesa dos direitos dos Combatentes e no apoio aos sócios mais carenciados.

Terminada esta sessão solene, realizou-se um almoço de confraternização, num restaurante local, posto que, foi encerrado o cerimonial da inauguração.

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