Senhor Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa
Senhores Vereadores da Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa, da área da cultura e do ambiente
Senhor Presidente e Direcção do Núcleo de Foz Côa da Liga dos Combatentes
Senhor padre Ferraz
Caros combatentes
Ilustres convidados
Apresento a todos o afectuoso cumprimento e a expressão viva da amizade pessoal e institucional do general presidente da Liga dos Combatentes, general Chito Rodrigues.Motivos pessoais afastam-no deste lugar e dia festivo, mas não das pessoas que lhe dão razão e tornam vivo o núcleo hoje em festa. Nesta data de 20 de Março de 2011, comemora o núcleo da Liga dos Combatentes de "Foz Côa", o seu segundo aniversário. É com muito empenho que a Direcção Central da Liga apadrinha esta etapa do percurso deste seu núcleo, formulando votos para que muitos momentos de celebração se repitam, na defesa dos valores que justificam a nossa existência, alicerçam o nosso desempenho e aglutinam homens em torno de uma causa comum, a dos combatentes.
Embora de "tenra idade", menino e moço de dois anos, o núcleo de "Foz Côa" em pouco tempo da sua vida como núcleo, foi capaz de se afirmar como agregador de combatentes e materializar um padrão que assinala, lembra e consagra o esforço dos combatentes do concelho de Foz Côa na guerra do ultramar. No ano em que evocamos os cinquenta anos do esforço da nação portuguesa e das suas forças armadas no conflito vivido além-mar – no ultramar, é adequado e moralmente reconfortante registar o nascimento deste padrão – apologia desse esforço de homens de armas e exaltação das "mulheres de combate" que os viam partir. O padrão agora presente neste espaço tão digno e bem enquadrado na cidade, perpetuará, como recordação e memória colectiva que não se apaga, a lembrança dos combatentes e a homenagem que hoje e aqui se lhes presta e publicamente os consagra em monumento citadino.
Dedicado este monumento a todos os combatentes do concelho de Vila Nova de Foz Côa, é desde hoje mais vincada a sua vontade de com ele marcarem a sua gesta, para além dos tempos, grito de "presença" proferido com espiritualidade, com singeleza e com nobreza, marcando, também aqui e decisivamente, uma forma de estar e de ser combatente e português. Em dia de aniversário do núcleo, deve ser referido o auxílio prestado pela Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa ao núcleo e aos seus homens, permitindo que ás premissas que poeticamente envolvem a maturidade do ser humano, ter plantado uma árvore / ter tido um filho / ter escrito um livro , se acrescente a quarta premissa – ter construído um monumento. A geração que o ergue, já madura da vida, de sonhos e ideais bem mais amadurecidos que os do tempo da guerra, mas eternamente jovens em generosidade, quer afirmar a sua gesta e testemunhar, no momento presente e no futuro, que sente orgulho e emoção no seu passado de combatente, desejando disso dar testemunho público.
Simbolicamente, os monumentos representam todas as recordações e vivências daqueles que neles estão contidos, sendo testemunho do seu altruísmo apresentado com elevação aos que o contemplam e motivo de orgulho para os que lhe deram origem. "O monumento ao Combatente", constitui a manifestação desse sentimento de história e de orgulho, escrita por homens de armas ao serviço de Portugal em momentos duramente vividos, recorda os que partiram e envolve os que estão vivos, legando a todos que olhem ou se revejam no monumento, uma história local de esforço português, garantindo, de direito e orgulhosamente a sua presença na história do tempo de Portugal e na história de Foz Côa. A Direcção Central da Liga dos Combatentes felicita o núcleo de "Foz Côa" pelo seu segundo aniversário. Deseja-lhe venturas na capacidade de se consolidar e afirmar na história da Liga dos Combatentes. Agradece às entidades que apoiam o núcleo e felicita a concretização, em Foz Côa, da "morada pública dos combatentes do ultramar", desde hoje uma presença marcante, uma homenagem e determinante património da cidade.
Sejamos testemunho dos valores permanentes que nos enformam como membros da Liga dos Combatentes, sejamos uma referência em todas as frentes e exemplos da convicção que nos irmana, a de que em todos os tempos Portugal teve esforçados portugueses para o defender.
Major-general Fernando Aguda