CAMPAS E OS OSSÁRIOS DE MILITARES

 

A preocupação com a situação em que se encontram as campas e ossários dos militares que serviram, combateram e tombaram por Portugal, inumados no estrangeiro e no território nacional, tem merecido desde sempre uma atenção permanente por parte da Liga dos Combatentes. Razões diversas, muitas vezes de natureza conjuntural, vinham colocando dificuldades à concretização de actividades sustentadas e exequíveis a levar a cabo pelas anteriores direcções. Neste quadro de incapacidades, as maiores implicações incidiram sobre as situações existentes no estrangeiro, já que, no território nacional, por acção dos Núcleos, da Direcção Central, de apoios camarários e de entidades diversas, vinha e vem sendo possível, por vezes com dificuldades, manter com dignidade, talhões, ossários e cripta situados em numerosos cemitérios espalhados pelo país.         

As acções no estrangeiro eram cometidas aos Adidos da Defesa e Militares que, na directa dependência do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, alertavam e procuravam resolver algumas situações pontuais. É neste cenário que a anterior Direcção Central propôs, mais uma vez, a constituição de um Grupo de Trabalho para aprofundamento desta problemática, que mereceu a atenção, interesse e resposta pronta do Ministério da Tutela. Assim, por despacho de Sua Excelência o Secretário de Estado da Defesa e Antigos Combatentes, de Fevereiro de 2003, é aprovada a criação de um grupo que integra elementos dos três Ramos das Forças Armadas, do Estado-Maior General das Forças Armadas e do Ministério da Defesa, nomeadamente da Secretaria-Geral, Direcção Geral de Pessoal e Direcção Geral de Política de Defesa Nacional.