Dia do Combatente – 94º Aniversário da Batalha de La Lys e 76ª Romagem ao Túmulo do Soldado Desconhecido

14.04.2012 - Comemorou-se no dia 14 de Abril o Dia do Combatente, o 94º Aniversário da Batalha de La Lys e a 76ª Romagem ao Túmulo do Soldado Desconhecido. As comemorações tiveram lugar, no Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha, tendo sido presididas por Sua Ex.ª o Ministro da Defesa Nacional (MDN), Dr. José Pedro Aguiar-Branco. Estiveram também presentes o Presidente da CM da Batalha, o General CEMGFA, o Secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional, o General CEMFA, o General CEME, o Vice-chefe do Estado-maior da Armada, o Director Nacional da PSP, o representante do Comandante-geral da GNR e representantes de Associações de Combatentes, de Militares e numerosos Núcleos da Liga dos Combatentes.

As cerimónias tiveram início com uma Missa de Sufrágio pelos Combatentes falecidos, na Igreja do Mosteiro, perante uma numerosa assembleia de Combatentes, suas famílias e demais entidades, tendo sido celebrante S. Ex.ª Reverendíssima o Bispo Castrense, D. Januário Torgal Mendes Ferreira, cuja homilia alusiva à efeméride se revestiu de profundo significado. Os cânticos religiosos foram entoados pelo Coro da Cruz Vermelha Portuguesa. De seguida, em Cerimónia Militar, após terem sido prestadas honras à Alta Entidade que presidiu, o Presidente da Direcção Central da Liga dos Combatentes, General Chito Rodrigues, como representante da organização anfitriã, dirigiu cumprimentos às entidades convidadas e a todos os demais presentes, tendo feito uma intervenção, alusiva à defesa dos valores e do espírito de sacrifício do Combatente Português, destacando, por outro lado, a importância das Forças Armadas, como instituição vital para a defesa da independência nacional cuja importância remonta à origem da nacionalidade e têm tido ao longa da nossa História uma presença indiscutível na luta pela sobrevivência da Nação.

Seguiu-se uma alocução, de S. Ex.ª o MDN, colocando ênfase na coragem dos Combatentes portugueses e na reestruturação das Forças Armadas, para aumentar a sua capacidade de resposta, melhorando a formação e a sua operacionalidade. Após o desfile das Forças em Parada, constituídas por militares dos três Ramos, os convidados dirigiram-se ao Museu das Oferendas, onde foi assinado o Livro de Honra, por S. Ex.ª o MDN.

Posteriormente, na Sala do Capítulo, o orador convidado, Almirante Nuno Vieira Matias, numa alocução muito emotiva, dissertou sobre o significado da homenagem ali prestada a todos os portugueses que, desde Guimarães a Ourique, passando pelas diversas Batalhas travadas há mais de nove séculos para engrandecer a Pátria portuguesa, lutaram e muitos morreram por ela. Convidando todos os presentes a curvarem-se em silêncio, “sentida e respeitosamente perante a memória daqueles que um dia, quando ajoelharam e caíram, o fizeram apenas perante o Altar da Pátria”. Posteriormente seguiu-se a Cerimónia de Homenagem aos Mortos pela Pátria, com a deposição de 24 coroas de flores junto ao Túmulo do Soldado Desconhecido, pelas entidades presentes e a prestação de honras por Força Militar. Este acto de profundo significado patriótico terminou com a entoação do Hino Nacional, executado pela Banda da Marinha e acompanhada pela assistência. Terminadas as cerimónias houve lugar a um almoço de confraternização nas instalações do Regimento de Artilharia N.º 4, em Leiria. De salientar a grande participação de muitos Combatentes e seus familiares, bem como de várias Associações que, com a sua presença, quiseram, mais uma vez, associar-se a estas cerimónias.

É de lamentar a inexistência de qualquer referência por parte dos meios de comunicação social a esta efeméride, significativo acto de Homenagem a todos os que deram a vida pela Pátria. O facto é tanto mais grave e lamentável quando se verifica que um órgão de comunicação como a RTP, que estando presente nas cerimónias, com uma equipa de reportagem, ignorou totalmente qualquer alusão ao evento, tendo apenas passado imagens de uma curta entrevista ao Sr. Ministro da Defesa sobre a situação na Guiné-Bissau. Um órgão de comunicação por excelência como a RTP, que vive em grande parte do dinheiro dos contribuintes, e que está obrigada, por isso mesmo, a cumprir com as suas obrigações de serviço público, não respeitando os compromissos contratualizados com o Estado, preocupando-se, apenas em concorrer com as operadoras de televisão privadas em áreas de duvidoso interesse para a formação ética e cívica dos portugueses, devia ser questionada, por quem de direito, quanto aos critérios editoriais utilizados.